Sempre que eu saio de alguma peça de teatro, que eu gosto muito, eu penso em escrever algo sobre ela, mas todas às vezes, eu nunca o faço. Por que dessa vez foi diferente? Porque a peça é tão boa e achei as interpretações tão sublimes que não consegui me conter.
Para começar: a peça traz à tona um assunto que é comum à muitas
pessoas: crise no casamento. A Psicanalista Beatriz (Cissa Guimarães) está
insatisfeita com seu casamento que já dura mais de 20 anos e com apoio da irmã
mais nova Berenice (Josie Antello) decide se separar do marido Orlando (Giuseppe
Oristanio). A construção da história é totalmente envolvente, as cenas trazem
de boas gargalhadas (a Josie Antello está impagável nos papéis) até as mais
sinceras lágrimas. Estas talvez se misturam à identificação da platéia com a
personagem, as muitas histórias de separação e reconciliação, aos sonhos
deixados para traz, ao tempo que voa e parece deixar no passado todos os
momentos bons que hoje não se encontram mais. O fato é que a peça, lidando com
um assunto que parece tão comum, traz o outro lado do casamento: a distância
que cada vez mais acaba acontecendo entre os casais, as insatisfações, os
desejos que quase nunca aparecem, as irritações, a falta de comunicação, a dor
e a solidão à dois.
Uma parte da peça que achei bem interessante foi o retrato da dificuldade de se chegar à decisão de que o casamento já não é mais sinônimo de felicidade e que talvez a separação seja a solução porém, o medo da solidão, de mudar a rotina, de recomeçar a vida é muitas vezes maior do que a coragem de tentar ser feliz. E, além disso, sabemos que nenhuma separação é fácil, e isso também foi bem retratado na peça, quantas lágrimas derramadas pela fabulosa Cissa Guimarães no papel de Beatriz e o quanto tentava fingir de que estava tudo bem. Tudo bem para quem? Talvez a personagem como psicanalista deve ter ser perguntado muito isso...rs
Uma parte da peça que achei bem interessante foi o retrato da dificuldade de se chegar à decisão de que o casamento já não é mais sinônimo de felicidade e que talvez a separação seja a solução porém, o medo da solidão, de mudar a rotina, de recomeçar a vida é muitas vezes maior do que a coragem de tentar ser feliz. E, além disso, sabemos que nenhuma separação é fácil, e isso também foi bem retratado na peça, quantas lágrimas derramadas pela fabulosa Cissa Guimarães no papel de Beatriz e o quanto tentava fingir de que estava tudo bem. Tudo bem para quem? Talvez a personagem como psicanalista deve ter ser perguntado muito isso...rs
Há um momento durante a peça em que Cissa Guimarães,
refletindo sobre os lugares inusitados em que mãe gostaria que espalhassem suas
cinzas, se questiona qual seria o local mais importante em sua vida em que gostaria que suas cinzas fossem jogadas e chega à conclusão de que os momentos mais felizes foram
àqueles de início de namoro com seu (ex) marido Orlando , e daí por diante, as
surpresas vindas de Giuseppe Oristanio (particularmente ótimo no papel) vale a
pena conferir pessoalmente. Tudo vale muitíssimo a pena, a peça em si, a
história e os atores que estão fantásticos em suas interpretações.
E claro, no final é ainda mais difícil não se emocionar com Cissa Guimarães, com toda sua força e capacidade de superação. Além de ser lindona!
E claro, no final é ainda mais difícil não se emocionar com Cissa Guimarães, com toda sua força e capacidade de superação. Além de ser lindona!
Fica a dica: Doidas e Santas no Teatro das Artes – Shopping Eldorado.
Av. Rebouças, 3970. São Paulo/SP.
Corram conferir, pois a peça termina este mês!!


Um comentário:
Muito boa a crítica!! Fiquei com vontade de assistir!
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