quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fama boa. Fama ruim.


A fama tem suas ótimas vantagens, o dinheiro que chega mais fácil, o reconhecimento por qualquer coisa que você faça, as múltiplas amizades (se é assim que devo chamar), tantos elogios que você até chega a acreditar na sinceridade em que as palavras são proferidas. Mas, até que ponto tudo isso é real e verdadeiro? Admiração pelo trabalho, sim, isso é real.

Mas que mundo superficial é esse? Quantas amizades nasceram do interesse? O que dificulta é distinguir a sinceridade e intenção verdadeira de alguém que goste de você, e não do seu personagem. De alguém que vê seus enormes defeitos e não somente qualidades endeusadas, e mesmo com a consciência que seus defeitos não são fáceis de lidar, saber que vale a pena porque as qualidades superam.

É uma pena quando você muda o seu jeito de ser, para agradar os outros. A insegurança e o desejo de aceitação são tamanhos que se submete a ser quem você jamais desejou, e ás vezes até enojou. Mas aí está você, envolvido neste mundo, completo de aceitação falsa, que o faz chegar em casa e sentir o vazio desse meio superficial.

Mas a realidade é: a fama um dia acaba. E o que será de você quando de fato acontecer? Quantas pessoas permanecerão ao seu lado quando você voltar a ser somente... você?