Não tenho em quem pensar, no momento sou o tipo de pessoa que escuta uma linda musica e somente aprecia a beleza da letra, sem pensar em um doce sorriso ou penetrante olhar. E sou feliz em saber que esse é o meu momento e que agora aprecio a solidão tirando dela o máximo das vantagens que me faz tão bem. Mas sei também, que irei apreciar a beleza de uma companhia, quando vier no momento oportuno.
Por enquanto, admiro o que há de mais belo sem culpa, choro de tristeza e não de ilusão, sorrio sem pensar se estaria sendo feliz demais, tento dar o melhor de mim, apesar de muitas vezes esquecer de fazê-lo. E quem se lembra?
Eu amo viver.
Amo acordar e saber que tenho um dia inteiro pela frente.
Amo acreditar em oportunidades que acabam vindo à mim.
Mesmo não conseguindo agarrar a todas elas, amo cada momento que vivo, a surpresa de cada dia.
Se os dias são iguais, quase não percebo. Da mesmice vejo o que não via ontem; cada pôr do sol é um espetáculo diferente, cada olhar é uma magia incomparável, cada encontro é uma partida ou, um entrelaçamento sem fim.
É quando percebo, que há mais, há muito mais para se viver, para se permitir, para sonhar e fazer acontecer.
E não conseguiria colocar em palavras cada sentimento, cada lembrança e angústia, cada lágrima que caiu em meio à tanta felicidade, cada dor e cada sorriso que me fez perder o fôlego, tudo o que vivo é meu e não há quem tire e é por isso que cada um é tão único em sua singularidade. Cada qual com sua história de vida. E isso de fato não é uma espécie de solidão?
Solidão ou não, quem se importa? São os mesmos valores, as mesmas companhias, as mesmas manias, só muda o cenário.
Mais um dia. Mais um gratificante dia.