sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Paris 6!


Só por ter sido um jantar extremamente agradável, merece que eu conte em detalhes.

Desde quando entrei no local, sabia que precisava escrever sobre essa experiência por aqui, afinal já fazia algum tempo que eu estava querendo ir ao Paris 6, e preciso relatar que ultrapassou minhas expectativas.

Paris 6, bistrô parisiense situado na Rua Haddock Lobo, 1240 – Jardins, é simplesmente maravilhoso!

Tive a grande oportunidade de jantar com uma amiga através de um sorteio pelo Twitter que me deu direito à um jantar VIP + acompanhante, e desde o momento que coloquei o pé no Paris 6 fui cercada de muita atenção, e o atendimento foi tão excepcional que por um momento achei que estivesse participando de algum filme, onde geralmente tudo parece perfeito. Mas não, é real.

Para começar com o ambiente, tem-se a sensação de estar jantando à luz de velas com o ambiente à meia luz, e tudo é tão confortável que é como se você levasse um pedacinho da sua casa para aquele lugar. Tem todo o clima parisiense, charmoso e aconchegante. A decoração é uma graça! Além dos cardápios enquadrados assinados por celebridades, elogiando o restaurante e o chef.

O couvert é uma delícia! Uma cestinha com pãezinhos variados quentinhos e fresquinhos, acompanhados de manteiga, patê de frango e azeitonas verdes temperadas.

O vinho da casa: sensacional! Não há outra palavra para descrever...

Pudemos experimentar de aperitivo uns mini bolinhos de arroz com queijo, estilo um croquetinho – divino!!

De entrada, escolhi uma salada, e mesmo a salada mais comum, como a de alface e tomate, consegue ser surpreendente no Paris6! As frutas frescas dão um toque especial, além do molho no tomate que sinceramente, nunca provei algo igual. Por mim, o meu jantar seria aquele.


(desculpa gente, não aguentei a vontade e fui comendo antes de tirar a foto)

Minha amiga escolheu a sopa de cebola, também maravilhosa!

Mas claro, aí vem o prato principal: massa ao molho bechamel e tiras de peito de pato. Delicioso!! Explêndido!! Nunca havia comido carne de pato antes, e é realmente bom, a massa é sensacional, o molho é surpreendente. Só experimentando para saber...



(Delícia!!)

Minha amiga pediu polpetone de carne recheado com queijo sobre purê de batatas.




A sobremesa era surpresa da casa, confesso que estava ansiosa desde o início para experimentar essa sobremesa misteriosa. O próprio chef Francisco Pinheiro veio nos trazer o prato , a sobremesa da minha amiga era “Petit Gateau Prestígio a ‘Álvaro Leme’”.


(simplesmente um luxo!)

O meu prato foi “Petit Gateau Creme de Lait a ‘Mia Mello’” – bolinho quente de doce de leite cremoso com sorvete de creme! MARAVILHOSO!! O bolinho é sensacional, macio, quentinho, e o doce de leite... hummmm



(Bom demais!!)

O chef ia a todo momento certificar-se de que estava tudo bem e se estávamos gostando do jantar, e o atendimento de garçons, recepcionistas, e todos que trabalham no local é ótimo, são educados e atendem com prazer. Paris6 é o lugar onde se é recebido bem, é atendido com educação, come-se maravilhosamente bem, e vai-se embora satisfeitíssimo sentindo que sua noite foi perfeita.

Definitivamente, o Paris 6 tornou-se meu restaurante preferido de São Paulo.

Recommandons!



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Alice, no país das maravilhas?

Sei que foram expostas muitas teorias e supostas interpretações sobre o filme “Alice, no país das maravilhas”, irei expor aqui a minha opinião, o que eu penso sobre o tema e o filme em si.


Alice não é só uma história de uma menina que se questiona se está ficando louca por ter sonhos ou supostos sonhos sobre um universo, um país diferente com criaturas inexistentes, mas que para ela, são reais. A história de Alice é a história de muitos de nós.

Quantas vezes o que mais queremos não é cair em uma toca de coelho e se aprofundar em outro mundo, diferente da realidade? E quantas vezes, realmente fazemos isso?


Pensando por outro lado, quantas vezes realmente caímos e nos deparamos com situações desconhecidas, passando por dificuldades e tendo que nos adaptar à elas, sem nunca deixarmos de ser nós mesmos, mas sabendo que no final teremos que lutar e vencer, para subirmos e termos coragem de modificar o que antes era cômodo.


O que mais queremos, é fugir literalmente da realidade. É correr, ir atrás de algo que ninguém mais enxerga e acreditar em sua existência. É se aprofundar nesse mundo de imaginação ao mesmo tempo real, dentro de nós. E quem irá questionar a veracidade de sua existência? Não há porque provar ou não aos outros, mas a si mesmo. Uma vez que se acredita em seu próprio mundo, e se aprofunda nele, é você por si só se aventurando com personagens que não passa de você mesmo.


E quem sabe a tal personagem do filme não tenha razão: se estamos loucos? Sim, estamos, e as melhores pessoas são assim. A loucura aqui exposta não é nada mais do que enxergar os desejos da própria inconsciência. É desejar sim, é deixar a imaginação fruir sem as instâncias do ego.


Mais que isso: talvez realmente o mundo das maravilhas seja apenas um sonho. Neste os personagens são meras criaturas fantasiadas de situações, sentimentos ou pessoas do nosso dia-a-dia. O chapeleiro talvez seja aquele que precisamos para nos sentirmos fortes e apoiados para ir além. Não necessariamente seja uma pessoa, mas algo que nos motive a ser mais, lutar e vencer. Louco ou não, é o que nos faz livres.


Assim como o personagem da lagarta azul, o conselheiro, aquele que de início parece não acreditar em nós, mas no final, tem certeza de nossa força e coragem. Quem sabe, este não somos nós mesmos.


Rainha Vermelha e Rainha branca, também há uma parte de nós. Há quem negue que dentro de nós há o “lado ruim e o lado bom”, mas será que em nenhum momento sentimos uma pontinha de inveja de quem se sobressai, mesmo não admitindo isso? E quantas vezes não achamos que é melhor ser temido do que ser amado, e no final descobrimos o contrário, e quem sempre acaba aprisionado é quem de fato de preocupa somente e simplesmente consigo mesmo.


A figura do coelho carregando um relógio de bolso, quantas vezes não corremos atrás do tempo? Ou quantas não o perseguimos querendo recuperá-lo?


Assim como Alice cresce ou diminui demasiadamente, nós a imitamos no meio da jornada. Por diversas vezes nos diminuímos até nos sentirmos insignificante e sem forças nenhuma para ir além, somos jogados por todo lado e estamos vulneráveis para o que vier, e quando achamos um pouco dessa força e coragem, crescemos a ponto de nos sentirmos maior do que todos, prontos a enfrentar o que vier e nos sentindo mais importante ignorando e praticamente pisando em quem pensamos estar abaixo. Porém, é somente quando voltamos a altura ideal, nem pequeno e nem grande demais, é que conseguirmos ir além, lutar e vencer.


No final, todos ajudam para que o mal, aquilo que nos incomoda e o que nos impede, seja derrotado e quem sabe, todos estes não sejamos somente nós, usando de todos os artifícios, sentimentos, idéias e encontrando nossos limites e forças para sermos melhores.


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fama boa. Fama ruim.


A fama tem suas ótimas vantagens, o dinheiro que chega mais fácil, o reconhecimento por qualquer coisa que você faça, as múltiplas amizades (se é assim que devo chamar), tantos elogios que você até chega a acreditar na sinceridade em que as palavras são proferidas. Mas, até que ponto tudo isso é real e verdadeiro? Admiração pelo trabalho, sim, isso é real.

Mas que mundo superficial é esse? Quantas amizades nasceram do interesse? O que dificulta é distinguir a sinceridade e intenção verdadeira de alguém que goste de você, e não do seu personagem. De alguém que vê seus enormes defeitos e não somente qualidades endeusadas, e mesmo com a consciência que seus defeitos não são fáceis de lidar, saber que vale a pena porque as qualidades superam.

É uma pena quando você muda o seu jeito de ser, para agradar os outros. A insegurança e o desejo de aceitação são tamanhos que se submete a ser quem você jamais desejou, e ás vezes até enojou. Mas aí está você, envolvido neste mundo, completo de aceitação falsa, que o faz chegar em casa e sentir o vazio desse meio superficial.

Mas a realidade é: a fama um dia acaba. E o que será de você quando de fato acontecer? Quantas pessoas permanecerão ao seu lado quando você voltar a ser somente... você?


sábado, 13 de março de 2010


Quando mais precisa de alguém, onde estão? Vê-se sozinho e percebe que sempre esteve sozinho. Rir é fácil, acompanham-te. Chorar é difícil, ninguém quer estar perto para ver isso.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Não tenho em quem pensar, no momento sou o tipo de pessoa que escuta uma linda musica e somente aprecia a beleza da letra, sem pensar em um doce sorriso ou penetrante olhar. E sou feliz em saber que esse é o meu momento e que agora aprecio a solidão tirando dela o máximo das vantagens que me faz tão bem. Mas sei também, que irei apreciar a beleza de uma companhia, quando vier no momento oportuno.

Por enquanto, admiro o que há de mais belo sem culpa, choro de tristeza e não de ilusão, sorrio sem pensar se estaria sendo feliz demais, tento dar o melhor de mim, apesar de muitas vezes esquecer de fazê-lo. E quem se lembra?

Eu amo viver.

Amo acordar e saber que tenho um dia inteiro pela frente.

Amo acreditar em oportunidades que acabam vindo à mim.

Mesmo não conseguindo agarrar a todas elas, amo cada momento que vivo, a surpresa de cada dia.

Se os dias são iguais, quase não percebo. Da mesmice vejo o que não via ontem; cada pôr do sol é um espetáculo diferente, cada olhar é uma magia incomparável, cada encontro é uma partida ou, um entrelaçamento sem fim.

É quando percebo, que há mais, há muito mais para se viver, para se permitir, para sonhar e fazer acontecer.

E não conseguiria colocar em palavras cada sentimento, cada lembrança e angústia, cada lágrima que caiu em meio à tanta felicidade, cada dor e cada sorriso que me fez perder o fôlego, tudo o que vivo é meu e não há quem tire e é por isso que cada um é tão único em sua singularidade. Cada qual com sua história de vida. E isso de fato não é uma espécie de solidão?

Solidão ou não, quem se importa? São os mesmos valores, as mesmas companhias, as mesmas manias, só muda o cenário.

Mais um dia. Mais um gratificante dia.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Algumas pessoas entram em nossas vidas sem pedir licença ou permissão para deixar um pouco de si.

Outras, saem rapidamente por um erro bobo, e ao tentarem se reencontrar percebem que a mágica dos momentos que antes era nítido, foi-se junto com o instante em que a palavra errada foi proferida.

Certas pessoas simplesmente nos vêem poucas vezes, mostram seus rostos de passagem, mas quando eles se vão, causam uma dor tremenda que deixa notório a importância que tinham para nós. A partir do momento que conhecemos alguém, este faz parte de nossas vidas, e junto com a pequena lembrança que guardamos deste momento que parece sem importância, nos faz perceber que nasce carinho nessa humilde relação. Mas não percebemos o tamanho do carinho por essas pessoas nos poucos momentos que as vemos, percebe-se apenas quando os perdemos para sempre.

É comum rotularmos pessoas da qual não temos intimidade de “apenas um conhecido”. Mas somente quando não temos mais a oportunidade de olhar nos olhos dessa pessoa e ver o brilho em seu rosto, é que nos damos conta que era mais do que um “conhecido”, era alguém que direcionamos nosso olhar em algum momento, e compartilhamos de nossas vidas naqueles instantes.

Algumas pessoas sempre estiveram ao nosso lado, mas só enxergamos quando deixamos de olhar para si.

Alguns, simplesmente entram em nossas vidas para ficar, e não importa o tempo que passe, não importa se ficam tempos sem dar noticia, simplesmente estão lá por nós.

E existem aquelas pessoas, que sempre estão ao seu lado, que mantêm contato, que lhe dão o abraço que precisa, que te ajuda mesmo quando não diz nada, que te entende com o olhar, que sente saudade, demonstra carinho, que te faz sorrir e que a cada dia faz de você uma pessoa melhor.

Algumas pessoas simplesmente nos cativam por nos amar do jeito que somos. Outras, só percebemos o real significado de suas vidas em nós, quando já é tarde demais para sentir.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Saudades dos anos 60


Que saudades dos bailinhos que nunca fui, dos namorados que nunca tive, das danças que nunca dancei.


Saudades de um ano que nunca passou para mim, e que ficou apenas na vontade de existir em um tempo imaginável.


Saudades de não ter vivido em uma época onde não se ouvia falar em violência, onde eu poderia sair na rua sem preocupar ninguém caso eu voltasse mais tarde, uma rua onde quase não se passava carros, uma cidade bonita chamada São Paulo.


Saudades de ter orgulho de morar em São Paulo, quando era muito mais humanas, saudades de usar vestidos comportados, colares de pérola e anéis que ganhei do aniversário passado, sem me preocupar se vou ser assaltada por simplesmente gostar de acessórios.


Saudades do tempo em que paquerar era bom, e no máximo, caso despertasse muito interesse, seria convidada a tomar um sorvete no centro da cidade. Saudades onde o legal era dançar de rosto colado, e onde o respeito era imprescindível.


Saudades de ouvir Beatles tocando nas rádios que nunca ouvi, e gravar as músicas de bailinho na fita para ouvir no fim da tarde que nunca tive. Saudades de ter visto meu encanto por Elvis e minha tristeza com sua morte que não presenciei.


Saudades dos anos que gostaria de ter vivido, mas que infelizmente, ainda não tinha nascido.