Sei que foram expostas muitas teorias e supostas interpretações sobre o filme “Alice, no país das maravilhas”, irei expor aqui a minha opinião, o que eu penso sobre o tema e o filme em si.
Alice não é só uma história de uma menina que se questiona se está ficando louca por ter sonhos ou supostos sonhos sobre um universo, um país diferente com criaturas inexistentes, mas que para ela, são reais. A história de Alice é a história de muitos de nós.
Quantas vezes o que mais queremos não é cair em uma toca de coelho e se aprofundar em outro mundo, diferente da realidade? E quantas vezes, realmente fazemos isso?
Pensando por outro lado, quantas vezes realmente caímos e nos deparamos com situações desconhecidas, passando por dificuldades e tendo que nos adaptar à elas, sem nunca deixarmos de ser nós mesmos, mas sabendo que no final teremos que lutar e vencer, para subirmos e termos coragem de modificar o que antes era cômodo.
O que mais queremos, é fugir literalmente da realidade. É correr, ir atrás de algo que ninguém mais enxerga e acreditar em sua existência. É se aprofundar nesse mundo de imaginação ao mesmo tempo real, dentro de nós. E quem irá questionar a veracidade de sua existência? Não há porque provar ou não aos outros, mas a si mesmo. Uma vez que se acredita em seu próprio mundo, e se aprofunda nele, é você por si só se aventurando com personagens que não passa de você mesmo.
E quem sabe a tal personagem do filme não tenha razão: se estamos loucos? Sim, estamos, e as melhores pessoas são assim. A loucura aqui exposta não é nada mais do que enxergar os desejos da própria inconsciência. É desejar sim, é deixar a imaginação fruir sem as instâncias do ego.
Mais que isso: talvez realmente o mundo das maravilhas seja apenas um sonho. Neste os personagens são meras criaturas fantasiadas de situações, sentimentos ou pessoas do nosso dia-a-dia. O chapeleiro talvez seja aquele que precisamos para nos sentirmos fortes e apoiados para ir além. Não necessariamente seja uma pessoa, mas algo que nos motive a ser mais, lutar e vencer. Louco ou não, é o que nos faz livres.
Assim como o personagem da lagarta azul, o conselheiro, aquele que de início parece não acreditar em nós, mas no final, tem certeza de nossa força e coragem. Quem sabe, este não somos nós mesmos.
Rainha Vermelha e Rainha branca, também há uma parte de nós. Há quem negue que dentro de nós há o “lado ruim e o lado bom”, mas será que em nenhum momento sentimos uma pontinha de inveja de quem se sobressai, mesmo não admitindo isso? E quantas vezes não achamos que é melhor ser temido do que ser amado, e no final descobrimos o contrário, e quem sempre acaba aprisionado é quem de fato de preocupa somente e simplesmente consigo mesmo.
A figura do coelho carregando um relógio de bolso, quantas vezes não corremos atrás do tempo? Ou quantas não o perseguimos querendo recuperá-lo?
Assim como Alice cresce ou diminui demasiadamente, nós a imitamos no meio da jornada. Por diversas vezes nos diminuímos até nos sentirmos insignificante e sem forças nenhuma para ir além, somos jogados por todo lado e estamos vulneráveis para o que vier, e quando achamos um pouco dessa força e coragem, crescemos a ponto de nos sentirmos maior do que todos, prontos a enfrentar o que vier e nos sentindo mais importante ignorando e praticamente pisando em quem pensamos estar abaixo. Porém, é somente quando voltamos a altura ideal, nem pequeno e nem grande demais, é que conseguirmos ir além, lutar e vencer.
No final, todos ajudam para que o mal, aquilo que nos incomoda e o que nos impede, seja derrotado e quem sabe, todos estes não sejamos somente nós, usando de todos os artifícios, sentimentos, idéias e encontrando nossos limites e forças para sermos melhores.
4 comentários:
Muito bom. Agora preciso assistir para ver se concordo. Ah, você tem blog??.rs
É p/ quem acha que realmente sabe escrever, o texto está razoável.
Pra quem entende o mínimo de psicologia sabe que esse texto passa de razoável pra mt bem pensado, agora pra quem não sabe nem o que significa ego é bem provável que ache um texto razoável ou até vazio, já que palavras dão significados pra quem as entende não é mesmo? Parabéns pelo texto percebi que em alguns textos seus existem algumas teorias da psicologia. Subjetividade é pra poucos. kisses
Muito bom o texto!!
Concordo com o que escreveu e também procuro um mundo a parte para fugir da realidade....
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